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COMO TUDO COMEÇOU


Eu recebo muitas perguntas sobre quando eu iniciei o processo bilíngue com o Lucas. Perguntam se eu esperei ele começar a falar ou se esperei ver que o Português já estava bem desenvolvido.


Amigas com bebês pequenos também me perguntam se elas já "podem" começar a falar algumas palavras, cantar em inglês para os seus bebês ou colocar desenhos para eles. Coloquei "podem" entre aspas porque esse pedido de permissão é tão estranho, não é mesmo? Acho que vem pelo medo de estarem fazendo algo errado, e um pedido de permissão, um aval, uma carta branca vindo de alguém que sabe mais do que elas. E eu super entendo, porque a maternidade já é recheada de medos e culpas, e o bilinguismo gera dúvidas, medos e também culpa. Então, procurar saber mais é ótimo e muito melhor do que acreditar em mitos e em gente que não estudou nada sobre isso.


Então, como é que tudo começou?

O Lucas é bilíngue desde a minha barriga.


registro lindo da @gisellesauer

quando vimos o rostinho dele na eco 4D

Quer dizer, ele iniciou o seu processo de bilinguismo antes mesmo de nascer. Eu uso muito inglês no dia a dia, dando aulas, ouvindo músicas e assistindo séries (algo raro hoje em dia). Então, na minha barriga ele já ouvia muito os sons da língua inglesa. Lembro de conversar com ele enquanto eu dirigia ou fazia carinho na barriga e de cantar para ele enquanto tomava banho. Sempre cantei a mesma música, You are my sunshine, e é incrível que essa é a música que sempre o acalma quando precisa.





Logo que ele nasceu, e digo logo mesmo, eu já falei com ele em inglês, mas não 100%. Acho que por estar no hospital, e depois em casa, sempre rodeada de gente e ainda meio atordoada pela experiência de ser mãe, eu falei com ele muito em português também. No entanto, lembro que usava o inglês em alguns momentos bem específicos. Durante as mamadas, momento bem nosso, o inglês fluia naturalmente. Além disso, contava histórias para ele desde o seu 3o dia de vida, e as histórias também eram em inglês.


Segue um vídeo dele bem neném e a foto da primeira história que li para ele.





Lucas com 3 dias de vida ;)

Com o tempo, percebi que o inglês era dominante na minha relação com ele, e o português aparecia em raros momentos. Eu gosto muito das músicas da Palavra Cantada e ganhei um CD deles de presente, então ouvíamos as músicas em português, bem felizes e sem culpa.


Quem nos acompanha e nos conhece sabe que o lema aqui em casa nunca foi de ser extremista e bilíngue à qualquer custo. Aqui, relação de amor, entre mãe-pai-filho sempre esteve e está em 1o. lugar. Então, nunca me senti culpada em falar, cantar ou ler em português com ele.


Já o Gustavo desde o início falava em português com o Lucas. Emocionalmente ele se conectava com o Lucas em português e o inglês soaria falso para ele. O inglês foi aumentando com o tempo. Acho que lá pelos 10/11 meses, quando ele viu que o Lucas entendia mesmo as duas línguas, e já estava até falando algumas palavras nas duas (inclusive daddy bem antes que mommy), que ele se sentiu mais tranquilo para começar a falar. No início ele falava em inglês quando estava comigo junto, mas eu nunca vou esquecer do dia que ouvi ele no banho com o Lucas, falando em inglês. Eu, de longe, só ouvindo emocionada esse momento e me sentindo grata pela aposta e parceria do Gustavo.


Aqui um vídeo bem fofo do Gustavo brincando com o Lucas quando ele tinha 1a4m.




Eu digo e repito, a gente já carrega muitas culpas por ser mãe e também pai. Bilinguismo não pode ser mais uma fonte de "sofrimento". Se for algo que funciona, que flui, que traz felicidade tem que tentar, colocar em prática. Se não for, espera um pouco, cria vínculo com o/a seu/sua filho/a e depois tem mil outras alternativas de introduzir uma outra língua na vida da criança.


Kisses,

Aline Jaeger

@maebilingue


#bilinguismo #bilingualism #maternidade #motherhood #gravidez #pregnancy




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